Ínfimos Corriqueiros – Pormenores Possessivos

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Trata-se de uma investigação poética da relação sujeito/mundo-percebido. Tomando dos conceitos de “deriva estética” e “assiñalamiento” do artista argentino Edgardo Vigo e da proposta de “arte vivo dito”, do também argentino Alberto Greco, o Coletivo Monográfico propõe a tomada da realidade a partir de pontos ínfimos, como modo de adquirir e imputar um sentido pessoal ao mundo percebido. A captação de imagens foto e vídeográficas, o registro em croquis, desenhos e rabiscos e a composição de textos filosófico-poéticos a partir da experiência com o ínfimo e corriqueiro do espaço habitado (hábito) desdobra-se em objetos, novos textos e imagens que, num último momento serão apresentados como instalações.
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De maneira geral: chamamos “ínfimos corriqueiros” o ato de dar atenção à fatos e atitudes despretensiosas, deixando que mostrem seu valor poético; já “pormenores possessivos” são pequenas parcelas da realidade captadas através da deriva estética e re-significadas para apresentarem carga poética. Estruturamente tratar-se-iam de modos de captação (in-put) que desdobram-se (out-put) poeticamente.
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A investigação exercida sob o título “Ínfimos Corriqueiros – Pormenores Possessivos” começou a ser realizada em 2011, com a ação performática e em vídeo “Engenharia Naval em Papel”, continuando pela ação “RE-vivo dito”. A temática dos pormenores possessivos surge por notas rotineiras da experienciação do espaço urbano num viés fenomenológico, com a enxerga da construção por desdobramento, como é o caso de “Ventiladores-Cataventos Ornamento-Degenerado“. Desta experienciação brotam os textos de um conjunto nomeado “Hábito”, assim como os “Microvídeos”, fotografias e poemas propriamente demarcados como “Pormenores Possessivos” (tanto os textos “Hábito” e “Arquivos” de pesquisa bibliográfica, quanto os “Pormenores Possessivos” são disponibilizados no sítio notamanuscrita.wordpress.com).

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Coletivo Monográfico

O ajuntamento artístico denominado Coletivo Monográfico é um subterfúgio para as mais diversas práticas artísticas.

Forma-se o CM na necessidade de realização de propostas.

Não há integrantes fixos.

Nesta proposta ESTÃO como CM: Fabiana Pedroni Favoreto, Joani Caroline de Souza, Rodrigo Hipólito dos Santos.

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[1] Este projeto recebe o apoio da Secretaria de Estado da Cultura do Espírito Santo, através do edital 002/2012 – Bolsa Ateliê em Artes Visuais.
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