Velocidade e Repetição

O que há de novo na cidade? Uma úlcera, o estômago vazio, uma beatitude enervante, um distanciamento grosseiro e uma forçosa autocomplacência. Esses são os pontos costumeiramente criticados Sr.ª Prof.ª. Livrei-me de encargos temporais e somente então os ganhos espirituais desse ano de 600 dias começam a aparecer. Deixei-os levar o feixe de lenha, o fogo psicanalítico não se acenderá nesse inverno. Sete em cinco não é uma boa relação. Os novos estabelecimentos pedem que sejamos mais dedicados (menos controvérsia e uma intensidade dosada).

A grande perda está em carregar pedras alheias à sua construção. A dissidência do espírito exige que seja agregado menor número de valores, mas eles não são gerados, consomem-se (autocombustão) no instante anterior ao nascimento. A forma é algo anterior. Um por Um. Essa é a parte mais fácil. Conotações extraconjugais. Quem é capaz de afirmar? Todas te levam para fora. Está aí a novidade da planta-karma. Quando todos os alfinetes estão em uma festa e a parede aguarda pintura.

Fizemos uma nova conquista para a percepção: consiste nos dois olhos condensados na fissura tensa da expressão de desagrado pela condenação do gostar e que brilham no fundo do quintal (dia chuvoso). O quintal esquecido e com a colheita de erva daninha por fazer. Receio. Precisamos de uma nova tarefa, pois essa flagelou-se no particular e o particular condena a vivência(?).

Talvez seja o novo desafio da retórica: permear os dissabores do próximo. Essa foi a segunda criança concebida e perdida depois da desistência. Antes, havia uma janela, e pela janela tudo era realizado em distância e isolamento, também abnegação e desprezo. Agora é tudo o mais possível e desejoso, porém, impraticável.
Doces e maçantes épocas se foram. Todas elas pedem um sorriso, nem que seja de canto de boca. E todas elas pedem pausa ou encerramento. No dia que perdeu o pôr-do-sol. Nesse dia. Buscamos nos refazer. Chamar um mar de reticências. Salvar nossa mãe e acreditar que a nova casa será melhor. Toca o antigo acordeom e o grito agradece pelo dia mortiço.

Pela noite o passeio segue sem calçada. Todos os adolescentes incontroláveis implorando para acelerar e tomar a guitarra nos braços (e nosso James Jean dormindo no tapete). Não, isso não é um retorno. Há uma festa (pequena reunião de amigos) no parque esta noite. É nossa conversa sem pôr-do-sol.

Novamente foram dois dias para o portal da discórdia (concórdia?), até o perfume vago da musa acordar a platéia. Agora, o que há de segurar os passos. Notar o que falta na frase anterior. Somos novamente bêbados de gargalhadas. Lembra quando mandamos todos para o inferno no momento em que a música morria? Tudo se repetiu, com outro tipo de brilho. Se vamos pular em veludo macio e quebrar espelhos, gostaria de te garantir. Mas, minha querida Sofia, esse foi o último sol que se pôs. Pela noite o passeio é mais leve. Você consegue ouvir as vozes? Sussurrando…

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