RE-vivo dito

Parte-se das ações interventivas do artista argentino Alberto Greco, intituladas vivo dito (1962).

Busca-se transpor os procedimentos iconoclastas (tornados agora ícones) para contextos institucionais específicos e novas configurações poéticas.

Relaciona-se o principio de señalamiento com o de “deriva estética”, buscando no mais corriqueiro os recortes que já são a eleição do olhar pessoal.

Mantém-se a crítica presente na ironia do “dedo vivo” pela apropriação da assinatura do artista, já morto, que agora é tão usual quando o giz e as placas.[1]


01 – RE-vivo dito e Deriva Estética

02 – Cartão-Poema 02

MANIFESTO DITO DEL ARTE VIVO

 

El arte vivo es la aventura de lo real. El artista enseñará a ver no con el cuadro sino con el dedo. Enseñará a ver nuevamente aquello que sucede en la calle. El arte vivo busca el objeto pero al objeto encontrado lo deja en su lugar, no lo transforma, no lo mejora, no lo lleva a la galería de arte. El arte vivo es contemplación y comunicación directa. Quiere terminar con la premeditación, que significa galería y muestra. Debemos meternos en contacto directo con los elementos vivos de nuestra realidad. Movimiento, tiempo, gente, conversaciones, olores, rumores, lugares y situaciones. Arte Vivo, Movimiento Dito.

Alberto Greco.

24 de Julio de 1962. Hora 11:30.

Arte Vivo, Movimento Dito.

A retomada de uma atitude/a colocação de uma obra.

Os vivo dito de Alberto Greco, realizados na primeira metade da década de 1960, constituíam-se do ato de circunscrever e creditar algo ao artista. Riscar com giz e dispor a coisa com placa indicativa contendo a autoria inesperada são modos de pinçar itens reais e alçá-los à categoria do simbólico. Quando tal procedimento possui como alvo o comum e o costumeiro, toma ares iconoclastas.

A apropriação da obra/ato de Greco vem riscar o giz ao redor do próprio “circunscrever”. Creditar, objetos, espaços, o vazio e o insignificante planifica os valores, dispõe tudo para o conjunto representado pela assinatura do artista, que sequer vive para assinar com o próprio dedo. Iconiza-se vivo dito e reverte-se o simbólico para o simbólico. Nada além de apropriar para conTornar.

COLETIVOmonográfico

12 de dezembro de 2011. Hora 11:30.


[1] As primeiras ações de RE-vivo dito foram realizadas em 2011, com o señalamiento do Museu de Arte do Espírito Santo – Dionísio Del Santo (MAES) e a feitura de círculos avulsos na Universidade Federal do Espírito Santo, ambos com marcação de giz branco e sem divulgação dos registros da ação.

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